Viajando e Aprendendo.

Viajar para lugares deferentes é o melhor investimento para adquirir conhecimentos; não importa se é dentro ou fora do país. Pena que os custos são elevados e as viagens aéreas cada vez mais cansativas. Viajar dentro do território nacional está mais caro e perigoso do que percorrer a pé a região do oriente médio.  Nossas belas cidades estão a mercê de bandidos e políticos de alta periculosidade; o Rio de Janeiro por exemplo, de há muito deixou de ser roteiro obrigatório das férias daqueles que gostam de rever a mais maravilhosa cidade do mundo.

O Rio perdeu seu encanto, o povo perdeu sua graça, apesar do mar e os morros serem os mesmos. O postal da cidade continua lindo, o medo é que entristeceu  o ambiente. Saiu o som festivo dos pandeiros para dar lugar aos estampidos das armas de fogo. Pobre Rio visitá-lo nunca mais. E viajar para as cidades do norte e do nordeste para usufruir da beleza natural das suas praias é exageradamente caro, além de perigoso. Lá ao invés de explorarem o turismo é o turista que é explorado. À violência também está presente. O mesmo ocorre no sul do país. Viajar pelo Brasil passou a ser sinônimo de aventura. Sinal dos tempos e reflexo dos desgovernos.

Mesmo assim os aviões estão lotados de gente indo para todos os cantos, não importa o custo e o péssimo tratamento dispensado pelas companhias aéreas, afinal vivemos num país varonil, onde se dá jeito para tudo. Não temos inflação, nem turbulências, muito menos preocupações, porque vivemos em um país próspero e repleto de oportunidades. Pelo menos é esta a impressão que se tem quando nos encontramos no hall dos nossos aeroportos e rodoviárias.

Não sei por que fiz um preâmbulo tão grande para contar sobre uma curiosidade que lembrei em uma das minhas viagens pelo nordeste do país. Acho que fui traído pelo atual palco de violência e medo em que estamos metidos, por culpa do mau gerenciamento das áreas de Segurança Pública em todo país.

E infelizmente o Paraná não é exceção. Pois, bem. Foi lá em João Pessoa, no pequeno estado da Paraíba, quando fiquei hospedado no Hotel Tropical, uma construção com a forma do estádio do Maracanã, localizado à beira mar, onde na parte do meio estão localizadas as piscinas e restaurantes, que quis saber o porquê da mulher paraibana ser alcunhada de “mulher macha”. Pelo menos é o que diz o trecho de tradicional música do nosso folclore.

E foi uma professora de História, que conheci casualmente em uma loja do centro da cidade, que acabou com minha curiosidade:
- A expressão “mulher macha” nada tem a ver com a mulher paraibana, que é de porte pequeno, meiga e sabe muito bem enfrentar as dificuldades da seca.
- Mesmo?
- Sim. A referência “mulher macha” é por causa do Rio Paraíba, o principal rio do Estado e que banha a capital. Note que a palavra “rio” é masculino - rio de Janeiro, rio Amazonas, rio Grande do Norte, rio Paraná, rio Grande do Sul etc., etc., etc. - e só o rio Paraíba “tornou-se” feminino quando o Estado foi batizado: Estado “da” Paraíba!
- Entendi...
- É por isso (concluiu a professora) que dizemos:
“Paraíba masculina, mulher macho, sim senhor!” Defendendo a “masculinidade” do nosso Rio Paraíba!
Fiquei satisfeito com a explicação. E você, não?

“Viagem de lazer é sempre prazerosa e a melhor maneira de adquirir conhecimentos. Pena que viajar no Brasil é uma aventura sujeita a toda sorte de perigo e exploração!”
Edson Vidal Pinto

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