Direito & Impunidade.

As vezes sinto dó das pessoas ingênuas que professam o comunismo ou o socialismo moreno por acreditarem piamente que um ou outro são melhores modelos para o Estado moderno administrar e encontrar solução para por fim na desigualdade social. Não enxergam o que acontece na Rússia, China, Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e outros países de menor expressão, que vivem sob um jugo ditatorial regido pela privilegiada classe dirigente e com o povo colocado em segundo plano. Ora, quem conhece um pouco de História Geral, 
sabe que as chamadas “civilizações” sempre foram cíclicas, tiveram um período inicial de desavenças e aos poucos foram evoluindo para construir uma paz efêmera entre conquistadores e conquistados, com àqueles usufruindo da riqueza dos vencidos para viver no esplendor e na glória até o início da decadência moral que acaba soterrando reinos, impérios e ditaduras. Um bom exemplo foi o Imperio Romano que conquistou e expandiu seus deuses, hábitos e costumes para diversas regiões do planeta, tudo com a força militar poderosa e bem treinada, o que tornou Roma o centro do poder e da pompa. Uma civilização que sucumbiu como as outras, quando a corrupção, a ganância e a mentira dividiram o povo e enfraqueceram os alicerces da moralidade. Sem os princípios da ética e da moralidade pública, nenhum governante, seja qual for o título que ele ostente para dirigir um país, consegue se sustentar no poder. Esta regra não se aplica apenas aos regimes comunistas e socialistas como, também na democracia. Vamos parar aqui para raciocinar. Nestes três citados regimes políticos não existe nenhum elo que possa identificá-los ? Existe, sim. Todos eles buscam utopicamente um patamar de igualdade entre membros da sociedade. Como já esclarecido acima, os Estados totalitários (comunista ou socialista) tem uma elite dirigente, com todos os privilégios e benesses que o poder pode conceder, logo inexiste isonomia quando os tratamentos são desiguais. E no regime democrático ? O primado da Lei encara a igualdade como seu princípio básico. E no Brasil nós não vivemos no chamado Estado Democrático de Direito?
Sim, vivemos. E por quê não existe tratamento igualitário entre os cidadãos ? Eis a pergunta que não quer calar. Existe alguma resposta lógica. Eu digo que sim. A democracia tem como base de sustentação o respeito às leis do país. E quem “elabora” as leis ? Os parlamentares que no contexto social constituem a chamada classe privilegiada, que também é dominante no regime democrático. O povo não faz as leis e sim os seus representantes ; políticos de várias matizes. Ora, vamos pensar juntos : quem faz as leis não quer perder os privilégios que tem e nem a desigualdade com as demais pessoas, logo os textos legais são caprichosamente elaborados para os “outros” (o povo) e não para os que orbitam no poder. Exemplo: se alguém do povo matar um desafeto, vai preso sem regalias; mas se um outro matar em situação assemelhada mas tiver título universitário, ficará preso em repartição policial, isolado dos demais infratores. Percebeu a diferença ? É claro que sim. Logo, quem acreditar na igualdade de tratamento entre pessoas de um mesmo Estado, apenas delira e busca através de uma doutrina mentirosa enganar os incautos. Esta a grande farsa dos ideólogos e militantes esquerdistas… 


“Não existe sociedade igualitária que proporcione iguais deveres e obrigações aos seus cidadãos. Porquê faz parte da índole dos humanos diferenciar seus iguais, 
bem como, buscar privilégios sem dividir com ninguém. As leis são elaboradas para resguardar as elites e não para destruí-las.”