Edson Vidal

Geração Descuidada.

Lembro que nos idos de 1.995, quando assumi a Secretaria de Estado da Justiça no primeiro Governo Jaime Lerner, não sabia muito bem as tarefas que tinha assumido, salvo aquela da área do Sistema Penitenciário que eu conhecia como a palma da minha mão.

Pois minha bagagem profissional me permitia poder atuar sem medo de errar. Mas referida Pasta tinha outras atribuições relevantes, pois estavam vinculados diretamente ao Gabinete: a Imprensa Oficial; o Instituto de Pesos e Medidas; a Junta Comercial; o PROCON; a Defensoria Pública, e os Conselhos Penitenciários e de Entorpecentes.

A complexidade de temas exigia redobrada atenção e rigoroso controle para o bom funcionamento de cada um dos setores. No entanto, mais recentemente, do dia para noite, o ex-governador Beto Richa ignorando a importância histórica  daquela que é a Secretaria de Estado mais antiga, reduziu a mesma em nível de uma diretoria de luxo do primeiro escalão.

Pois agregou  o Sistema Penitenciário Estadual à super Secretaria de Segurança Publica que governadora Cida Borghetti, na sua gestão, atendendo equivocado apelo da OAB retirou o Sistema Penitenciário da Segurança Pública para criar a nova Secretaria de Assuntos Penitenciários.

E por consequência a Secretaria da Justiça ficou acéfala por agregar apenas os Conselhos e o PROCON. E o seu titular é um ilustre desconhecido e com certeza apaniguado de algum político influente. Escrevi este preâmbulo para pinçar das atribuições da capenga Secretaria de Justiça, ao menos a importância que deveria ter o Conselho de Entorpecentes para ditar políticas públicas e fazer frente a um dos setores mais aflitivos da sociedade: o alto consumo de drogas. Ninguém desconhece o perigo que representa a escalada das drogas ilícitas e as fortunas que ela gera para as grandes corporações de traficantes.

E não é apenas no Rio de Janeiro que a prática criminosa esta difundida, pois seus tentáculos estão em todos estados da federação. O incompetente governo federal e as omissões dos dirigentes estaduais estão impotentes e perdendo a guerra para os marajás das drogas. Estas estão sendo consumidas a olho nu pela  mocidade e pessoas das mais diversas faixas etárias.

A maconha, por exemplo, está sendo consumida e aceita dentro das casas de famílias e defendida a sua liberação por autoridades e inconsequentes. A dependência do vício por si só é causa suficiente para proibir seu uso, sem falar no efeito prejudicial à saúde.

E das drogas lícitas o consumo do cigarro aparentemente estagnou, pelas proibições legais de fumar em lugares públicos ou em áreas de uso comuns. Contudo, preocupa muito o alto consumo de bebidas alcoólicas que com seu hábito reiterado, está gerando  futuras gerações de viciados.

Embora seja droga considerada lícita, a bebida alcoólica  está contaminando os altos escalões da sociedade pelo consumo exagerado de destilados e vinhos de fina procedência. Existem confrarias de homens e também de mulheres para sorver as delícias de Baco. E dentre a classe média e baixa impera o consumo das cervejas industriais e as chamadas artesanais, que estão formando dependentes com futuro sombrio para a economia do país.

O doente etílico necessitará de atendimento médico especializado e internação adequada para poder tentar vencer o vício, sem contar que é causa de destruição familiar e que leva o dependente a perder a própria dignidade. Os bares noturnos, lotados de moças e rapazes, estão servindo de ponto de encontros e verdadeiros  antros para espargir todos os tipos de vícios, exigindo quase sempre as presenças da Guarda Municipal para coibir excessos.

E mesmo assim, a diminuta Secretaria da Justiça, não é nem capaz de veicular campanhas esclarecedoras de combate às drogas ilícitas e nem de advertência da nocividade do consumo das drogas lícitas. A voz nas ruas de liberação das drogas parece ecoar muito mais, do que o combate delas pelo governo.

E assim, pelas omissões e despreparo dos governantes e de seus assessores diretos, é que caminha a humanidade. Sem falar nas promíscuas manifestações públicas de mulheres em atos obscenos defendendo o fim das famílias, a igualdade de gêneros, o lesbianismo, a homossexualidade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, rasgando nas ruas a Bandeira Nacional e atentando contra a moral e os bons costumes.

Este deve ser o país que a rede Globo de televisão quer para o futuro. E o pior: quem ousar discordar, não passa de um defunto-vivo...

“O Estado não pode se omitir de combater de frente a criminalidade, a corrupção, as drogas e as campanhas de licenciosidade que ofendem a moral e os bons costumes. A democracia não pactua com libertinagem; para isto, existe outra forma de regime: o Anarquismo!”
Edson Vidal Pinto

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