Pobres Universidades Federais!

E pensar que tudo começou em nome de uma democracia mascarada de inverdade, quando um forte segmento político-partidário defendeu a necessidade do Magnífico Reitor, ser escolhido pelo voto soberano de professores, alunos e funcionários.

Quando imposta a eleição no âmbito universitário, com estranhos participando indiretamente e economicamente do certame, ruiu a auréola da cultura acadêmica e deu lugar à semente odiosa da obtusa ideologia. A figura antes reverenciada do Magnífico Reitor foi transformada em simples dirigente momentâneo, um companheiro vencedor da política de corredores.

A disputa para o cargo exige dos candidatos fiel compromisso com a visão externa do socialismo, bandeira que serve de passaporte para conquistar votos e garantir a vitória. E uma vez eleito a atuação do vencedor ficou sem expressão, limitada e sem voz.

Muitos professores, mestres, doutores e pós-doutores alinhados não mais no conhecimento da ciência de cada especialidade, mas, sim, na cartilha socializante do Foro de São Paulo idealizada por  pensadores de projetos utópicos são orientadores em sala de aulas para inocular o vírus da visão revolucionária.

As portas foram escancaradas para uma grande massa do MST, com criações de cursos específicos para alunos desse segmento ilegal. E onde entra a ideologia sai pela porta de frente a moralidade e a decência.

Os prédios públicos das faculdades foram transformados em redutos de jovens revoltados, intoxicados ou céticos; as paredes grafitadas; as salas transformadas em pontos de encontros e os corredores palcos de sexo e drogas.

E por incrível que pareça o STF, em decisão unânime, para afastar que decisões de Juízes Eleitorais que impediam práticas políticas odiosas no âmbito dos prédios universitários, decidiu que nada pode cercear o livre direito de pensamento oriundos dos criativos laboratórios das universidades.

Só esqueceram os julgadores que nos prédios públicos estavam estampados nas suas fachadas e paredes, propagandas partidárias, de um único candidato. Uma coisa é o livre pensamento acadêmico, estudo político e até ideológico, contudo, sem prevalecimento e opressão àqueles que pensam de maneira diferente.

E como não tem quem mande, o ambiente está degradado e promíscuo. Claro que estão impregnado na mente dos alunos as ideias disseminadas por seus professores, nem todos, mas expressiva maioria que enxerga em Marx, Engels, Lula, Fidel, Maduro, Stálin e Che os melhores exemplos a serem seguidos.

E o MEC bem se presta para ficar sem ver, ouvir e falar. Nos últimos anos o cargo de Ministro de Estado da Educação foi ocupado por arremedos de gestores, neófitos e políticos decadentes que apenas se prevaleceram do cargo sem se preocupar com o ensino acadêmico. E mudar este estado de coisas não será nada fácil.

O Ministro a ser escolhido terá com certeza uma tarefa hercúlea, para sanar e restaurar a ordem, disciplina e respeito ao estudo científico. É imperativo acabar com a gratuidade, para que o aluno valorize sua faculdade e não fique repetindo o ano para fazer política, concedendo bolsa de estudo e empréstimo subsidiado para os que não puderem pagar; será um grande passo para a moralização dos Cursos Superiores do país e a redenção das Universidades.

E o segundo passo: com a nomeação do Reitor pelo Presidente da República, através de lista tríplice escolhida pelos integrantes do Conselho Universitário. Vai ter greve e resistência? E daí? Chega de folia. As Universidades têm que ser exemplo e orgulho de seu povo, e não uma trincheira anárquica e sem futuro...

“Sem medidas cirúrgicas para curar de vez os males que afligem a nossa República, os anseios de mudança serão meras utopias. É como combater o crime sem o uso real da força. E a democracia não é só ter direitos, todos temos deveres perante a Constituição e as Leis. E os inconformados, que se mudem!”
Edson Vidal Pinto

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